Gomeral é um dos destinos do Ecoturismo no Vale do Paraíba

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Fotos: Marcos de Siqueira Lima

 

Hoje trago para vocês uma dica de Turismo da minha cidade natal: Guaratinguetá, no Vale do Paraíba (SP).

Quando chegamos ao  Vale do Gomeral, na Serra da Mantiqueira, a impressão que dá é que estamos pertinho do céu. O silêncio só é interrompido pelo canto dos pássaros. Não é a toa que foi considerado uma das 7 maravilhas de Guará.

E foi neste lugar encantador que o ator Walmor Chagas ( 1930-2013) buscou refúgio na década de 90 e passou 15 anos de sua vida. No vilarejo construiu a Pousada 7 Nascentes  e contribuiu para impulsionar o Ecoturismo na região.

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Vista do casarão onde viveu o ator Walmor Chagas. Atual Pousada 7 Nascentes.

O nome Gomeral deriva  de uma espécie de árvore chamada Gomeira, abundante na região. O bairro está situado na serra da Mantiqueira, com altitudes entre 800 e 1800 metros, na divisa de Guaratinguetá com Campos do Jordão. Essa belíssima região, com picos, trilhas e inúmeras nascentes e cachoeiras, faz parte da APA Federal da Mantiqueira, da APA Federal do Rio Paraíba do Sul e da zona de amortecimento do Parque Estadual de Campos de Jordão.

Na condição de APA (Área de Preservação Ambiental) as terras são particulares e, portanto, para acessar quaisquer atrativos naturais da região o turista precisa obter autorização do proprietário. No entanto, há guias locais habilitados que podem ser facilmente localizados pelos visitantes.

Entre os pontos turísticos, podem ser destacados a Pedra Grande, um monólito majestoso de mais de 1700 metros, a Cordilheira do Espigão, com sua mata preservada, a Pedra do Macaco, formação rochosa natural que mais parece uma escultura, as cachoeiras do Onça, das Bromélias, das Andorinhas, do Tao do Gomeral, entre outros.O local também serve de rota a  inúmeras romarias de cavaleiros até Aparecida, bikers,  pilotos de off-roads,  e  peregrinos do Caminhos da Fé.

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Meu companheiro de aventuras e muitos clicks

O Turismo ainda caminha de forma tímida, mas vem se desenvolvendo graças ao envolvimento dos moradores, como é o caso dos empresários Pedro e Vera, proprietários do restaurante Tao do Gomeral. Pena que a entrevista precisou ser feita por e-mail, porque no dia em que estivemos na comunidade eles não estavam lá. Mas não faltarão oportunidades, porque é um desses lugares que você conhece e tem vontade de voltar sempre.

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O simpático casal Pedro e Vera. Crédito da Foto: Guilherme Kanno

A relação deles com o bairro é antiga. Chegaram há 15 anos, trazendo na bagagem o conhecimento para desenvolver um projeto de inclusão e educação ambiental. Na época a ong que administravam contava com 10 computadores que ficavam sem uso aos finais de semana. Então, Vera, que também é fotógrafa, teve a ideia de criar um projeto para apresentar a tecnologia da informação aos jovens do bairro, e ao mesmo tempo despertar a comunidade para o Ecoturismo, como diversificação da economia local. Já a razão de terem ficado é outra história, que o próprio Pedro conta: “ É paixão e sonho.Paixão que sempre tivemos pela natureza, pelo modo verdadeiro da vida na roça, do ritmo da vida. E sonho que tive na juventude, de que aos 50 anos teria um restaurante, num lugar maravilhoso e que eu mesmo seria o cozinheiro. Mas não foi um sonho no sentido de ideal, foi sonho mesmo, daqueles que se tem dormindo. As condições estavam reunidas e resolvemos encarar. “

Hoje, com o restaurante completando 10 anos de portas abertas, o casal tem ali  a plenitude de uma vida junto à natureza, numa dimensão de aldeia, onde todos se conhecem e se respeitam. O casal segue à risca do conceito de Ecoturismo que, diz que “além da preservação da natureza local, os serviços e produtos também devem ser locais”. Prova disso é que todos os colaboradores do estabelecimento, desde os construtores, jardineiros, cozinheiras e garçons, além dos principais produtos do cardápio, são originários da comunidade.

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Imagina se eu não fiquei encantada com o mobiliário antigo do restaurante.

Pedro, que também é chef de cozinha,  classifica o cardápio da sua  casa como “gastronomia de montanha”.O objetivo do casal  é aproximar os produtos e valores locais da Serra da Mantiqueira, com as técnicas e soluções urbanas e  clássicas. Na medida do possível, utilizam produtos locais nas receitas, como truta, cabrito, porco, frango, ovos, cogumelo shitake, leite de búfala, queijos e verduras. O carro chef do restaurante  é a truta grelhada, servida com vários molhos. Mas,  disputando espaço à mesa vem a costelinha ao molho barbecue. Também há bastante procura pelo cordeiro na pedra e a batata rosti, além dos cortes de mignon e risotos.

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Fogão a lenha é tudo de bom, né?

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Com muito esforço coletivo, a comunidade hoje se orgulha de ter uma variada agenda de eventos, onde antes só havia a tradicional Festa de São Lázaro, o padroeiro do bairro. Outro evento que atrai muitos turistas  é o Festival da Truta, criado há 13 anos e que acontece no mês de julho. Reúne restaurantes com criativos e saborosos pratos à base da truta, pousadas e truticultores da região; além de shows, produtos culinários e artesanato local.Paralelamente, o Tao do Gomeral Restaurante promove, entre várias atividades culturais, o ciclo de concertos “Entre Rios e Sons”, sob curadoria de Bruno Sanches, professor da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos. Os concertos acontecem todo 2º sábado de cada mês. Já subiram ao palco, os mestres Anderson Chizzolini, Bruno Menegatti, Fábio Miranda, Luiz Cláudio Sousa, Nicolás Sallaberry,  o mestre Ivan Vilela, catedrático de música da USP e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas. e o próprio curador, Bruno Sanches. Com isso o bairro vai consolidando sua vocação para um turismo diferenciado, com atrativos para os amantes da natureza, dos esportes radicais, da gastronomia e da música.

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Não dá para ser estressado com um quintal desses, né?

Como chegar:

Partindo de Guaratinguetá, o acesso ao Gomeral é feito por meio da estrada vicinal Presidente Tancredo Neves, percorrendo 20 quilômetros de asfalto, passando pelo bairro  Pedrinhas, e mais 5 quilômetros de estrada de terra até a comunidade.

Bom, esperam que tenham gostado do post, visitem o vilarejo  e recomendem o roteiro para os amigos. Se compartilharem em suas redes sociais, vou ficar mais feliz ainda  Estou deixando a fan page do restaurante para vocês conhecerem.Tao do Gomeral.

Beijos e até o próxima dica de Turismo!

 

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Um caminho diferente te leva a Campos do Jordão

Olá, pessoal

O frio que anda fazendo esta semana me lembrou que eu estava devendo um post que deveria ser escrito até o fim do inverno.

Se você estiver em São José dos Campos e deseja ir para Campos do Jordão existe uma estrada muito agradável que te leva a este destino, com direito a belas paisagens e ainda a oportunidade de conhecer a simpática Monteiro Lobato, cidade onde o escritor passou uma parte de sua vida. Estou falando da SP 50. Repare na beleza deste túnel de árvores. Dá uma sensação de calmaria!

 

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Talvez para muita gente que mora no Vale do Paraíba não exista novidade no que estou contando, mas como tenho leitoras (es) de outros estados que adoram conhecer lugares diferentes, acho que a dica é válida.

Do centro de  São José dos Campos até  Monteiro Lobato são cerca de 40 a 50 minutos. A pequena cidade é muito graciosa e tem várias lojinhas  de artesanato. A   maioria vende bonecos de pano fofos que retratam os personagens do Monteiro Lobato. Estes encontramos na  Casa Encantada. Os amantes da literatura e as crianças piram!

 

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Seguindo nossa viagem, mais uma hora de estrada e chegamos a linda Campos do Jordão, que dispensa apresentações. Como foi um passeio em família de um dia, nos programamos  para conhecer o tão esperado Parque Amantikir, que reproduz jardins de várias partes do mundo. Pagamos R$ 30, 00 pelo ingresso, mas valeu muito a pena. O lugar rende clicks maravilhosos. Olha a vista que se tem da Serra da Mantiqueira!

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Depois de uma pausa para o almoço na charmosa Capivari, enquanto meu marido e minha enteada se aventuravam em um passeio de teleférico, fui visitar as malharias e comprar umas roupas.  No final do dia paramos para comer o tradicional “Pastelão do Maluf”. O nome do estabelecimento não me agrada, mas, fazer o que né?  Ele é tão grande que não consegui comer inteiro.

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Bom, espero que tenha gostado do meu roteiro turístico e continue passando por caminhos diferentes, mesmo que eles te levem  a lugares que você já conhece.

Beijos encantados e um ótimo final de semana!

Comidinhas deliciosas para o inverno

Como estão  vocês?

Tudo bem que o frio veio para valer este ano, porém o inverno começa oficialmente na próxima segunda-feira. Então, quero compartilhar com vocês algumas sugestões de pratos que além de aquecer são perfeitos para reunir a família e amigos em casa, que acaba sendo o lugar mais aconchegante para a gente ficar no inverno.

Hoje existem vários locais que servem caldinhos aqui em São José dos Campos, mas o self service não me atrai. Gosto de pratos individuais, que são feitos com mais zelo. O Caldinho da Joana é o mais tradicional da cidade. Existe há mais de 15 anos e tem unidades na praça do igreja do São Dimas e no Jardim Satélite. Meus sabores preferidos são de feijão, mandioquinha e o mexicano, porém existem quase 20 variedades.

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Outra iguaria deliciosa que faz parte da culinária  regional do Vale do Paraíba é o bolinho caipira. E se a receita de  cada cidade tem uma particularidade, a do meu marido também tem lá seu segredinho. Mas a gente conta para os amigos, tá?


Agora, um prato que não pode faltar no meu inverno: pinhão refogado. Quando saboreei uma porção num restaurante de Santo Antonio do Pinhal foi amor à primeira mordida. Só é preciso ter uma boa dose de paciência para descascar o pinhão depois de cozido. Depois é só refogar no azeite , com cebolinha e alho crocante.


O fondue é uma unanimidade- difícil quem não goste. E dá para encontrar no mercado preparados de   bons queijos com valores que variam  de R$ 20,00 a R$ 50,00. Agora uma dica: sempre coloque uma taça de vinho branco seco para dar mais  cremosidade.

Espero que tenham  gostado. E vocês, que pratos apreciam no inverno?

Reflexões sobre o beijo

imagePor Patrícia de Siqueira Lima

Neste 13 de abril é comemorado o Dia Internacional do Beijo. Data celebrada por casais,  empresas e muita gente que nem imagina do que se trata. Alguns sites de pesquisa   mencionam a mesma versão do que seria uma lenda e compartilho aqui:

Acredita-se que a data teve origem em 1882, onde em uma vila italiana existia um homem chamado Enrique Porchelo, que beijava todas as mulheres que encontrava, não importando se eram ou não comprometidas. Até que em 13 de abril daquele ano, o padre da região resolveu oferecer um prêmio em moedas de ouro para a primeira mulher que se apresentasse e que não tivesse sido beijada pelo tal Enrique. Porém nenhuma mulher se apresentou, e acredita-se na lenda de que a pequena fortuna está escondida, em algum local da Itália até hoje. A palavra é originária do latim Basium (ação de beijar ).

Acho  que o assunto é tão interessante que merece reflexões a respeito.

O beijo é um gesto usual no nosso dia a dia, cantado em verso e prosa por músicos e poetas, retratado em inúmeras produções de cinema e televisivas e imaginado por tantos outros. Nas histórias em quadrinhos a famosa representação do “smack”já arrancou suspiros de muitas crianças. E quem nunca se viu beijando o espelho na adolescência, como um ritual de preparação para o grande dia?

Beijos apaixonados dados na boca podem ser calmos ou calorosos. Isso depende da situação, vivência e do ritmo de cada um. Hoje sou muito bem casada, mas quando era mais nova achava insuportável beijar aqueles rapazes com beijos babados. E isso  era condição para  que me afastasse deles.  Dizem que beijo na testa é sinal de respeito. E tem aquele roubado, que pode ser bom ou ruim. Tem o beijo entre pais e filhos,  que representa o amor incondicional. Aquele do papel de carta, marcado com batom, selando um amor à distância ou talvez platônico. Há também o que povoa o imaginário da moça que vive sonhando com o seu ator preferido. Ah, e o beijo do perdão, esse para mim é o mais singelo.

Até aqui falei de beijos que representam o afeto. Mas também podem existir relações de desafeto envolvendo esse gesto universal. Existe o beijo fingido, aquele que é dado visando algum favorecimento, o beijo da culpa por uma traição, o beijo que visa a discórdia, o beijo que ilude. Portanto o que tenho para dizer no dia de hoje a você é o seguinte: Beijo de mentira não existe. O beijo  é a forma mais linda de dizer a verdade a quem nutrimos sentimentos sem precisar de palavras!

O Arroz nosso de cada dia

O arroz é um alimento consumido por metade da população mundial. De origem asiática, não pode faltar diariamente na mesa dos brasileiros e permite várias combinações.

Até então conhecia apenas o arroz que faz parte das nossas refeições diariamente, o doce com leite condensado

Igreja da comunidade. Os créditos das fotos são do meu maridão.
Igreja da comunidade. Os créditos das fotos são do meu maridão.
Delicioso este arroz doce preto com paçoca e leite condensado.
Delicioso este arroz doce preto com paçoca e leite condensado.

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Bolinhos de arroz branco com bacalhau e de arroz preto com carne seca.
Bolinhos de arroz branco com bacalhau e de arroz preto com carne seca.

e canela, além do bolinho salgado que fazemos com as sobras. Saí do festival com uma vontade enorme de inovar depois de conhecer inúmeras possibilidades: risotos,   massas feitas com farinha de arroz, arroz preto com carnes, bolinho de bacalhau, com carne seca e doces.

A Colônia do Piaguí é uma comunidade rural formada por descendentes de italianos e o festival gastronômico que ocorre anualmente também celebra a fartura da colheita.

Conforme vocês podem observar nas fotos é um lugar bem agradável e bucólico em que é possível respirar ar puro e valorizar as coisas mais simples da vida, como tomar um pingado no bar da esquina, prosear com os moradores e admirar crianças sorridentes correndo pelas ruas.image