A beleza que vai além da crise

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Aproveitando o gancho da 8ª edição da  Expobeleza, grande evento do setor que ocorre até a próxima segunda-feira, dia 9 de novembro, em São José dos Campos ( SP), minha cidade, quero abordar a importância deste segmento não somente para a economia, como para o indivíduo.

A palavra crise não existe para o setor de beleza. Esses dias estava até comentando com colegas de trabalho essa realidade. E a mulher, é claro,  tem uma grande participação nisso. Porque somos assim: queremos estar bonitas nos momentos de infortúnio e também nos mais felizes. É por isso que compartilho da ideia que beleza é um estado de espírito.  Eu, por exemplo, quando estou meio para baixo, a primeira coisa que faço é mudar a cor do cabelo ou fazer um corte radical. Sobre adquirir roupas, sapatos, cosméticos, é melhor nem comentar rs.  Tem gente que recorre a drenagem, lipo, e por aí vai. Enfim, e hoje os homens também estão bem mais vaidosos que há 20 anos  e têm recorrido a produtos para adiar o envelhecimento, melhorarem o aspecto da pele e se sentirem também mais bonitos. E por que não? A classe feminina apoia sim.

Mas, para exemplificar isto que estou falando vamos a uma informação importante. Em termos globais, o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza, só perdendo para o Japão e Estados Unidos. Nem vou entrar no mérito dos números para o post não ficar chato, mas o faturamento é grande, viu?  E se a alta do dólar está impedindo que as pessoas recorram aos produtos importados, chegou a hora e a vez dos nacionais mostrarem o seu valor. E como consumidora e consumista que sou, posso afirmar categoricamente que existem muitas marcas genuinamente brasileiras que já estão em um  patamar que podem ser facilmente substituídas pelas estrangeiras. Como estudiosa de Comunicação Empresarial posso dizer também que as blogueiras também têm contribuído enormemente para  alavancar os negócios dessas empresas, com a geração de mídia espontânea. Mesmo porque a grande maioria paga pelos produtos  que consome, então as postagens e vídeos acabam tendo mais credibilidade.

Voltando à Expobeleza, estou na expectativa, pois nunca compareci a um evento de grande porte neste setor. Desta vez como blogueira. Já cobri feiras de design, decoração e construção  para uma revista em que trabalhei, mas imagino que seja um mundo muito encantado, que provavelmente precisarei de várias horas para desbravá-lo.  Assisti na tv uma entrevista com  a organizadora e está sendo esperado um público de 20 mil pessoas em 3 dias. São 160 expositores espalhados no pavilhão da  Expo Vale Sul Shopping, que irão apresentar tendências em maquiagem, cabelo e afins. O evento contará com workshops, desfiles, seminários, lançamentos e rodadas de negócios. O que achei mais interessante é que a feira é voltada para todos os públicos dessa cadeia produtiva: indústria, varejo e consumidor final. Bom, é isso. Estarei no evento para comprovar esse boom no segmento e trarei novidades semana que vem em posts e vídeos. Me acompanhem!

As relações de consumo devem mudar em época de crise

Em  tempos de crise no Brasil, com o desemprego a níveis altíssimos, perda de renda, alta dos juros e uma série de indicadores ruins  que só desanimam, programar  as compras de produtos e serviços evitando os excessos, é fundamental para o bem estar pessoal e familiar. Minha gente,  é hora de rever conceitos, reprogramar o orçamento e fundamentalmente manter as contas equilibradas até que um novo ciclo de prosperidade se inicie. Separei algumas dicas de economistas que podem fazer a diferença  no final do mês e ajudar os sofridos assalariados, categoria a qual me incluo. Comece evitando as compras efetuadas por impulso ou na emoção.

Dá para ser feliz economizando. Colar e brinco grafite da Morana que comprei com desconto de 50% em uma loja de shopping.
Dá para ser feliz economizando. Colar e brinco grafite da Morana que comprei com desconto de 50% em uma loja de shopping.
Imagem ilustrativa
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Exemplo: Você vai ao shopping para um cinema, ao circular pelos corredores você vê na vitrine a blusa perfeita para compor com a calça adquirida na semana anterior, entra na loja usa seu cheque especial ou cartão de crédito e faz a compra. Ao chegar em casa, verifica no seu guarda-roupas que você tem uma blusa quase igual e que ninguém, a não ser você, poderia notar a diferença entre elas. Ou troca seu aparelho celular com três meses de uso pelo aparelho da mesma marca lançado esta semana pelo dobro do preço somente pelo simples fato de ser a última geração do modelo.Esses são exemplos de compras sem necessidade feitas por impulso que devem ser evitadas.

Dica: Antes adquirir qualquer bem de consumo, aguarde 24 horas. Se passado esse tempo você refletiu e ainda acredita que aquele item é mesmo imprescindível para sua vida aí sim pode valer a pena a aquisição, desde que é claro, você tenha recursos disponíveis para isso. Se for usar o limite do cheque especial ou o cartão de crédito “esqueça”.

-Tenha controle das despesas que não acrescentam nada na sua vida, mas pesam consideravelmente no orçamento como multas de trânsito, atraso na devolução ou no pagamento de itens alugados/financiados, o combustível gasto desnecessariamente, entre muitas outras formas de jogar dinheiro fora desnecessariamente.

– Cuidado também com aquelas despesas que não farão falta alguma se não existirem, como a contratação de banda “ultra larga” oferecida pela sua operadora e que não acrescentará nada ao seu uso cotidiano mas custará um bom dinheiro ou a compra por exemplo, de ração diferenciada, roupinha nova ou o mimo do seu Pet só para estar no mesmo nível do seu vizinho.

-Vá ao supermercado já alimentado. Isso evita as compras de itens considerados supérfluos que são colocados estrategicamente nos supermercados para atrair sua atenção e consequentemente seu dinheiro. Não leve criança para fazer as compras. Isso elevará muito a demanda e a conta no final.

-Dedique especial atenção aos serviços. Faça com que todos em casa ajudem a manter a ordem e a organização. Isso permite diminuir os gastos com faxineira, produtos de limpeza, eletricidade, etc. Adote o sistema americano do “faça você mesmo” e cuide do jardim, troque as lâmpadas, faça as pequenas pinturas e reparos da casa, cuide você mesmo da limpeza do carro.

-Organize os horários da casa, banho, almoço, jantar, lavar e passar a roupa. Assim o consumo de água e eletricidade será reduzido drasticamente.

– Mesmo com dificuldade, é imprescindível continuar investindo na educação e formação de seu curriculum bem como, no dos membros da família. Afinal de contas a crise não durará para sempre e vocês precisam estar preparados para quando surgirem as oportunidades.

– Se você não abre mão de ter uma vida cultural,  frequente museus, livrarias, espaços públicos e eventos gratuitos.

É claro que mudar hábitos de uma hora para outra não é fácil, mas o cenário econômico exige. Esses dias estava lendo uma reportagem que mencionava que a retirada do dinheiro da poupança é recorde, porque as pessoas estão utilizando o pouco dinheiro que possuem para pagar dívidas e sobreviver.

Eu me considero uma pessoa consumista, mas aos poucos tenho me conscientizado sobre a importância de valorizar cada centavo que recebo com o suor do meu trabalho, e bota suor nisso. Entre as medidas que estou tomando, ao invés de ir ao salão de beleza estou me aventurando a pintar o cabelo e fazer as unhas em casa. É claro que o resultado final não fica igual a de um profissional qualificado, mas vou me virando até esse “tsunami” passar. Espero que seja logo! Também estou preferindo fazer compras à vista e fico garimpando promoções na internet e lojas físicas também. Portanto, dá para ser vaidosa e andar bem arrumada mesmo em tempos de crise. Eu ainda estou engatinhando na prática do economizar, mas vou conseguir e estou treinando bastante para isso.

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