Moda valoriza a arte Naif

Olá pessoal.

Quem me apresentou a Arte Naif foi a artista Sonya Mello, de São José dos Campos (SP), cidade onde moro. Eu a conheci na época em que trabalhava na área de Comunicação do Laboratório Oswaldo Cruz, por meio de um projeto muito bacana chamado “Saúde e Arte”.

A partir do momento que conheci seu trabalho virei fã e me apaixonei pela técnica. São obras que valorizam a nossa cultura regional, por meio da história, costumes, pessoas e tradições com uma riqueza de detalhes impressionante.

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O trabalho da Sonya esteve presente no catálogo da Bienal de Arte Naif em 2014

E o que eu acho mais bacana nisso tudo são criativos como a Sonya e outros espalhados por nosso país  que buscam popularizar a arte para torná-la acessível a pessoas de todas as classes sociais. Minha amiga vai muito além das exposições. Suas telas são retratadas em blocos de notas, canecas, calendários e outros. Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais o trabalho da Sonya pode visitar a sua page no face:Sonya Mello

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Obra de Sonya Mello, intitulada “Arraiá em São José dos Campos”

Fiquei sabendo de um outro exemplo de popularização da arte Naif por meio da moda que ocorre do outro lado do Brasil. As riquezas do nordeste brasileiro junto da poesia que é característica desta modalidade são elementos que enriquecem qualquer processo criativo, principalmente na estamparia. Pensando nisso, a Florinda criou prints inspirados no trabalho de Ademir Martins e Chico da Silva, artistas da técnica naif, para representar a raiz da marca cearense.

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Formas únicas e os elementos tipicamente nordestinos como a flor do mandacaru, as jangadas e cajus, se unem às características alegres da cultura popular representada pelas festas do Bumba meu Boi e quermesses nas estampas.

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As peças podem ser encontradas nas lojas Florinda e também em diversas multimarcas pelo país, além da loja online no site www.vivaflorinda.com.br.

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Eu achei mega inspiradoras estas peças. E vocês?

Beijos e até o próximo post.

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Minha experiência com a tatuagem de Henna

Olá, gente do bem!

Tenho plena convicção de que o nosso corpo fala, seja por meio de uma tatuagem, uma make, unhas feitas ou um look. Sou do tipo que quando estou feliz uso minhas cores favoritas e me embelezo. De baixo astral fico sem vontade de fazer nada e pego a primeira roupa que me aparece no armário.

Tenho 3 tatuagens definitivas e pretendo fazer mais umas 2 pelos menos. Enquanto isso não acontece, vou conhecendo outras opções. Em junho, as  integrantes do  Blogs do VP foram convidadas para uma experiência com a tattoo de Henna na perfumaria Rivolí, em São José dos Campos, e eu e a linda amiga e parceira do grupo Jana Moraes resolvemos abraçar a ideia.  Ficamos ainda mais ansiosas depois que ficamos sabendo que o trabalho seria realizado pela expert Adriana Morais, que dias antes desse  evento havia participado do programa Encontro, da Fátima Bernardes. Então nos jogamos, sem medo de ser feliz.

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Jornalista inquieta que sou fui buscar mais informações. Existem muitas curiosidades a respeito dessa arte e vou destacar duas. Por mais de 5 mil anos a henna tem sido um símbolo de boa sorte para proteção contra as más energias e como símbolo de sensualidade no mundo árabe. Nas datas especiais, como festas e casamentos, as mulheres costumam se adornar com esta tinta natural e esconder a inicial do marido entre os desenhos para que ele encontre na lua de mel. Romântico, né?

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Eu optei por um desenho mais delicado, que começava nos dedos e ia até o pulso. Desastrada que sou, borrei uma vez e a simpática Adriana fez com a maior boa vontade um retoque na minha tattoo antes mesmo de secar. Se eu amei o resultado? Claro! No momento que você faz ela fica preta, conforme vocês podem conferir abaixo.

 

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Para que não desbote facilmente, você não deve molhar pelo menos umas 12 horas após o trabalho. Eu cobri a minha com papel filme na hora de tomar banho, mas a Adriana pode indicar outras maneiras de proteger a tattoo. A minha durou uma semana e depois que as casquinhas de tinta saíram ela ficou com uma tonalidade terrosa. Como ansiedade “mata” a gente, tirei  o excesso de tinta que ainda restava  2 dias depois com a ajuda do azeite de oliva, conforme orientação da tatuadora.

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Não me lembro o valor que ela cobra em média, mas não é caro. Como a técnica tem tudo a ver com feminilidade, que tal agendar para um grupo de amigas no dia do chá de cozinha?  Fica a dica!

Vocês podem entrar em contato com a Adriana por meio do perfil do Instagram @adrianamoraismua , onde há também inspirações maravilhosas de desenhos feitos pela profissional.

Meu  agradecimento também a Katia Santos, do Marketing da Rivolí, sempre atenciosa com as blogueiras e que me autorizou a usar algumas fotos feitas por ela.

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Um beijo e esperam que tenham gostado!

APP disponibiliza uma prévia do Museu da Moda Brasileira

 

Um local que reúne moda, cultura e história. Essa é a proposta da Casa da Marquesa de Santos / Museu da Moda Brasileira, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro,  que já pode ser acessado on-line antes mesmo da inauguração. A construção de 1826 abrigava o Museu do Primeiro Reinado e, após reforma e restauro, será transformado no primeiro museu nacional dedicado à moda.

Enquanto as obras estão em andamento, o público pode conhecer o acervo, o bairro que foi sede da corte imperial e personagens importantes da história nacional por meio do aplicativo Casa da Marquesa-São Cristóvão Cultural, disponível para Android e iOS. A ferramenta apresenta 100 itens das coleções do museu, entre vestidos, leques, pinturas, gravuras, louças, carnês de baile e porcelanas .

Além disso, os usuários poderão responder a um quiz sobre a história do Império brasileiro, tirar selfies escolhendo as molduras para fotos idênticas às existentes no acervo do museu. O app traz também o guia São Cristóvão Cultural, um mapa interativo do bairro imperial com suas instituições de cultura e lazer e seus pontos de interesse. A região é hoje um pólo de moda na capital fluminense.

O acervo do Museu do Primeiro Reinado será mantido na Casa da Marquesa. O espaço também vai abordar a história da casa que testemunhou o romance entre D. Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a participação da mulher na história nacional, hábitos e convenções sociais e a moda brasileira, além de exposições itinerantes. O imóvel, de inspiração neoclássica, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).  Dei uma navegada no app e achei muito interessante, principalmente as fotografias dos acessórios e louças antigas. Bom, esperam que tenham gostado e vamos aguardar a inauguração do espaço.

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Página inicial do APP