Saltos altos revelam muito sobre as mulheres

Olá, meninas

Impossível não notar a presença de uma mulher com saltos altos. Todas sabemos que este  tipo de sapato é um grande símbolo de feminilidade e poder, mas, uma pesquisa realizada com 1835 brasileiras de idades variadas, revelou muito mais sobre comportamento e dores. Para isso, elas responderam a um questionário com 90 perguntas.

“O Salto Alto e a Mulher Brasileira” tem autoria de Thomas Case, fundador da fábrica de palmilhas ortopédicas Pés Sem Dor.

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Foto do Google

 

A mulher brasileira tem em média 7,4 pares de sapatos de salto alto, sendo que 36% das entrevistadas têm mais de 10 pares, 87,5% das mulheres os usam para festas e eventos e 44,9% usam sapatos de salto alto de 1 a 5 vezes ao mês.

A frequência de uso varia entre o fim de semana e a semana. Durante a semana, os períodos de uso são mais longos.

Mais da metade indicaram que usam sapatos de salto alto menos tempo do que gostariam e 80,1% indicaram que a dor é o principal motivo para não usar sapatos de salto alto por mais tempo.

A altura do salto que as respondentes mais usam varia de acordo com a faixa etária. Conforme a idade avança, diminui o tamanho do salto. Mulheres de até 20 anos (43,2%), preferem usar salto acima de 8,5 cm.

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Foto do Google

Para eventos sociais, o salto agulha foi o modelo preferido por 24,8% das mulheres. O meia pata ficou em segundo lugar com 23,3% e o de salto quadrado com 13,4%. Para o dia a dia, o modelo anabela é o preferido, com 32,8%, seguido pelo de salto quadrado com 16,9%.

O modelo de salto reto versus o curvado têm a preferência de 25% das mulheres. Surpreendentemente, as mulheres da terceira idade preferem o formato reto, que exerce mais pressão no antepé do que o formato curvo.

As mulheres gostam de comprar sapatos de salto alto. Um total de 73,2% compraram ao menos um par nos últimos 90 dias e 28,2% compraram 3 pares ou mais.  Quando o assunto é gastos, 70,7% das mulheres costumam pagar cerca de R$ 199,00 ou menos por par de sapatos de salto alto. O preço pago aumenta conforme a renda e a idade das entrevistadas. O estudo revelou que não  há interesse em pagar muito mais pelo modelo de salto alto dos sonhos.

E tem mais :

  • 69,6% das mulheres indicaram que usam meias finas com os seus sapatos de salto alto;
  • 95,7% das mulheres sentem dores nos pés, quando usam sapatos de salto alto. A intensidade da dor mediana é 5 (moderada) em uma escala de 1 a 10. Já 25,3% das respondentes disseram que sentem dor intensa (7 a 10).
  • Foram citadas as seguintes práticas para minimizar as dores: colocar os pés para cima (32,7%), fazer alongamento nos pés (16,3%), alargar o sapato (13,4%). Apesar de todas as respondentes indicarem que estariam dispostas a pagar em média apenas R$ 98,00 para eliminar as sua dores .
  • 59,4% das mulheres indicaram ter formigamento nos pés.
  • 46,7% das mulheres também disseram sofrer com dores nos tornozelos por uso de salto alto. O valor mediano de dor é de 4 em uma escala de 1 a 10 (moderada).
  • 44,8% das mulheres também disseram sofrer com dor na coluna por uso de salto alto, que piora conforme aumenta a idade. O valor mediano de dor é de 4 em uma escala de 1 a 10 (moderada)
  • 41,5% das mulheres indicaram ter calos. Destas, 60,8% têm calos em cima dos dedos, local onde os sapatos de salto alto (modelo bico fino) apertam os pés.
  • 61,9% das mulheres indicaram sofrer com bolhas nos pés quando usam sapatos de salto alto.
  • 65,8% afirmaram que os seus pés incham com o uso.
  • 35,7% indicaram que já sofreram quedas usando sapatos de salto alto, 55,4% já torceram os seus tornozelos e 21,7% não descem escadas quando estão usando sapatos de salto alto.
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Foto: Buzfeed

Apesar de tantos desconfortos, foi pedido as mulheres que indicassem os 10 fatores em ordem de prioridade que as motivam usar saltos, e eis o resultado:

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Foto: Revista Isto É

Uma estatística curiosa é a de que na hora da escolha do salto, a “sensação de poder” é extremamente importante para 40,6% das mulheres, variando de acordo com o peso, idade e a escolaridade.

O levantamento mostrou  que 59% das jovens com menos de 20 anos consideram o ‘poder’ como algo muito importante. Isso cai progressivamente para 13,2% entre as mulheres com 60 a 69 anos.

O Índice de Massa Corporal também interfere: apesar de mulheres mais magras darem mais valor a este “fator poder”, 1/4 das brasileiras com obesidade também consideram extremamente importante que o salto crie essa impressão.

Durante a pesquisa foram feitos dezenas de cruzamentos e estatísticas. Em resumo, quando o assunto é salto alto, as jovens magras e com pouca escolaridade dão mais valor à esta sensação de poder do que mulheres com maior IMC ou maior grau de escolaridade.

Eu achei esta pesquisa bem completa e curiosa. E vocês? Amam ou odeiam um salto alto? Contem para mim e quem sabe retomamos o assunto.

Grande beijo e até o próximo post.

APP disponibiliza uma prévia do Museu da Moda Brasileira

 

Um local que reúne moda, cultura e história. Essa é a proposta da Casa da Marquesa de Santos / Museu da Moda Brasileira, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro,  que já pode ser acessado on-line antes mesmo da inauguração. A construção de 1826 abrigava o Museu do Primeiro Reinado e, após reforma e restauro, será transformado no primeiro museu nacional dedicado à moda.

Enquanto as obras estão em andamento, o público pode conhecer o acervo, o bairro que foi sede da corte imperial e personagens importantes da história nacional por meio do aplicativo Casa da Marquesa-São Cristóvão Cultural, disponível para Android e iOS. A ferramenta apresenta 100 itens das coleções do museu, entre vestidos, leques, pinturas, gravuras, louças, carnês de baile e porcelanas .

Além disso, os usuários poderão responder a um quiz sobre a história do Império brasileiro, tirar selfies escolhendo as molduras para fotos idênticas às existentes no acervo do museu. O app traz também o guia São Cristóvão Cultural, um mapa interativo do bairro imperial com suas instituições de cultura e lazer e seus pontos de interesse. A região é hoje um pólo de moda na capital fluminense.

O acervo do Museu do Primeiro Reinado será mantido na Casa da Marquesa. O espaço também vai abordar a história da casa que testemunhou o romance entre D. Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a participação da mulher na história nacional, hábitos e convenções sociais e a moda brasileira, além de exposições itinerantes. O imóvel, de inspiração neoclássica, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).  Dei uma navegada no app e achei muito interessante, principalmente as fotografias dos acessórios e louças antigas. Bom, esperam que tenham gostado e vamos aguardar a inauguração do espaço.

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